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27/5/2026

Uma frase que uso muito aqui na Numerik resume bem o tema: inovação é 50% criar e 50% comunicar. Um projeto brilhante que ninguém conhece não existe. E, como costumo reforçar, não basta comunicar: é preciso mostrar resultado. Inovação que só gera barulho, sem conectar com a estratégia da empresa, perde espaço e credibilidade com o tempo.
Foi exatamente sobre isso que conversei com o Felipe Bazilio, Head de Inovação na Copa Energia, no último episódio do Innovation Leaders, nossa parceria com a Monking.
Ao longo da conversa, organizamos o tema em quatro etapas que eu acredito serem fundamentais para qualquer área de inovação:
Aqui na Numerik, trabalhamos muito com empresas que têm ótimas iniciativas de inovação, mas que ainda não conseguem articular com clareza para que a área existe. E aí o risco é grande: a área vai para um lado enquanto o CEO espera outro.
O Felipe chegou há 50 dias na Copa Energia e sua principal missão nesse início é exatamente essa: construir e comunicar o propósito da área com precisão. Ele passou pela mesma situação na Faber-Castell, onde a área de inovação cuidava de novos modelos de receita, longe do core de papelaria. Se isso não fosse dito com clareza, qualquer projeto novo era mal interpretado.
Minha convicção, que trago para todos os projetos que tocamos, é que a consciência precisa estar ancorada em uma estratégia de inovação conectada à estratégia da empresa. Sem esse elo, as ações ficam soltas e o resultado é difícil de mostrar.
Um dos momentos que mais gostei do papo foi quando o Felipe contou o case do Grupo Trigo durante a pandemia. Ao criar a universidade corporativa da empresa, ele precisava engajar simultaneamente o chão de fábrica, as franquias e a sede.
A virada aconteceu quando a equipe colocou conteúdo educacional para os filhos dos funcionários dentro da plataforma, em plena pandemia, quando as escolas estavam fechadas. O engajamento disparou porque o projeto passou a resolver uma dor real da vida das pessoas, não só uma necessidade corporativa.
É exatamente isso que acredito: engajamento verdadeiro acontece quando a inovação toca o que de fato importa para cada pessoa. E construir essa narrativa de acordo com cada público é o que faz a diferença.
O programa de embaixadores de inovação da Copa Energia é um dos melhores exemplos práticos que o Felipe trouxe. Funcionários de diversas áreas se candidatam voluntariamente, recebem treinamento em metodologias de inovação ao longo do ano e, no fim, apresentam projetos para uma banca de avaliação com premiação.
Eu acredito muito em programas de embaixadores. Já toquei um no Sebrae e sei o quanto esse perfil inspira e engaja as pessoas dentro da organização de uma forma que nenhuma comunicação institucional consegue. O que torna o Copa Makers robusto é a combinação de letramento, visibilidade e conexão com desafios reais das áreas de negócio.
A quarta etapa é a mais esquecida: ensinar as pessoas a se expressarem. A Monking fez um media training com o time de inovação da Copa Energia, treinando a equipe para falar sobre o trabalho de forma simples e atrativa para qualquer audiência.
Eu mesma passei por isso no Sebrae, quando era a referência de startups no Rio Grande do Sul e precisava dar entrevistas para TV e jornais com regularidade. Ter clareza do propósito e saber traduzi-lo para quem não entende nada do assunto é o que permite que a inovação extrapole as fronteiras internas e construa a reputação da empresa como inovadora no mercado.
Quer o papo completo? Vale muito o tempo. Assista ao episódio no YouTube
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